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terça-feira, março 30, 2010

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"Onde se encontra o porto final de onde não partiremos mais?
Onde navega o mundo que não cansará nem aos mais cansados?
Onde se oculta o pai da criança exposta?
Nossas almas são como órfãos cujas mães morrem ao dar à luz.
O segredo da nossa paternidade jaz no seu túmulo e temos de ir até lá para conhecê-lo."

sábado, janeiro 30, 2010

Correndo com tesouras

“Exatamente pela mesma razão, às vezes é bom a gente se cortar e sangrar. Naqueles dias cinzentos em que as oito horas da manhã não parecem diferentes do meio-dia, e em que nada aconteceu nem vai acontecer, e em que você lava um copo na pia e ele quebra, acidentalmente, e perfura sua pele. E aí vem aquele vermelho chocante, a coisa mais luminosa do dia, tão vibrante que chega a zumbir, aquele sangue seu. Às vezes é legal, porque ao menos a gente sabe que está vivo.”